Um gato despertou o meu interesse

Gosto de pesquisar ícones de santos que estão com algum animal e foi desse modo que encontrei a Juliana de Norwich, pois ela muitas vezes é representada com um gatinho ao lado e como eu amo gatos logo fiquei curiosa para saber de quem se tratava e a sua história. Descobri que ela foi uma anacoreta e tem um livro chamado Revelações sobre o amor divino. Então fiquei super interessada e decidi lê-lo. Mal sabia que iria me encontrar com o amor que Deus tem por nós através das visões que Ele revelou a Juliana. Esse livro se tornou um dos meus favoritos e acredito que todos que estão desanimados ou tem tendência ao desânimo, encontraria uma grande consolação nele. Também às pessoas que não sentem que possuem algum valor, seja pelo motivo que for. Em todas as épocas o mundo nos joga incontáveis motivos para não nos sentirmos valorosos e, nessa época em que vivo, acredito que o mundo online e seus algoritmos são agentes que podem desencadear esse tipo de sentimento/pensamento nas pessoas. Mas ao ler as revelações você vai saber que Deus te ama e que Ele gostaria de sofrer mais por você e mesmo que você fosse a única pessoa no mundo, Ele faria tudo igual e apaixonadamente por você. É sempre bom lembrar dessa verdade! Voltando ao assunto do gato… Aprendi que os anacoretas tinham permissão de ter algum animal para companhia, desde que fosse pequeno. Então muitos acabavam tendo gatos de estimação. Sempre achei os gatos meio monges e saturninos. Ao longo da leitura separei vários trechos que me chamaram atenção e me fizeram pensar em muitas coisas:

 

Somos Sua beatitude, somos Seu pagamento, somos Sua adoração, somos Sua coroa.
Ele conforta pronta e docemente por Suas palavras, e diz: “Mas tudo há de estar bem, e todo tipo de coisa há de estar bem”
E por isso suplicamos esforçadamente a Ele fazer aquela coisa que Lhe agrada como se Ele dissesse: O que podes tu mais me agradar do que suplicar assiduamente, sabiamente e desejosamente fazer aquela coisa que eu quero fazer?
E me foi respondido no meu entendimento: “Dura e há de durar sempre, pois Deus a ama”.
E essa é a causa por que nenhuma alma está repousada até ser esvaziada de todas as coisas que são criadas.
Mas de todas as dores que levam à salvação, esta é a maior: ver seu amor sofrer.
Quando Ele estava em dor estávamos em dor. E todas as criaturas que podem sofrer dor sofreram com Ele.
Ele há de conservar Sua palavra em todas as coisas e há de tornar em bem tudo o que não está bem.
Ele tomou do limo da terra, que é uma matéria modelada e juntada de todas as coisas corporais.
Se nossa fé não tivesse inimizade ela não haveria de merecer paga.
Ele nos olha sempre vivendo em ânsia de amor, e Ele quer que nossa alma tenha um bom semblante para Ele, para dar-Lhe Sua paga.
A contemplação do pecado de outro homem faz como se fosse uma densa neblina diante do olho da alma e não podemos por aquele tempo ver a beleza de Deus.
Deus é o fundamento de nossa razão natural.
O natural anseio em nós por Ele é uma penitência perene em nós.

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