“Nós agora somos o que deveríamos ser – entre anjos, que são nossos irmãos mais velhos, e os animais, que são nossos momos, nossos servos e nossos companheiros de brincadeiras.
– Aquela Fortaleza Estranha, C. S. Lewis.“
Concluí esta série sobre a personagem Dr. Ransom e estou com o coração cheio de amor e entusiasmo por ter gravado tudo ao longo destes três livros e concluir a última página foi uma despedida tão melancólica!
A maioria das postagens que fiz aqui sobre minhas leituras foram mais “formais” porque eu buscava fazer uma resenha, mas desta vez, sinto vontade de escrever despreocupadamente. Acho que assim serei mais sincera, uma qualidade que admiro muito.
Bem, o primeiro livro foi empolgante. Mas os que mais cravaram uma flecha em meu coração foram “Perelandra” e “Aquela Fortaleza Medonha”. Entretanto, preciso dar um contexto disso tudo, não é? Pois então, o primeiro livro se chama “Além do Planeta Silencioso” e nos apresenta o Dr. Ransom, ele é um filólogo que foi sequestrado para Marte por dois cientistas, que desejavam oferecê-lo em sacrifício ao “deus” de Marte, e desse modo, eles obteriam riquezas, poder… No decorrer da história, percebemos que não é nada disso que o “deus” desejava…
O segundo livro, Perelandra, é a viagem de Ransom até Vênus. Neste planete ele encontra criaturas estranhas.
“Eis o simbolismo das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete candelabros de ouro: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candelabros, as sete igrejas.”
– Apocalipse, 1,20.
Quanto ao terceiro e último livro, o que mais me marcou foi quando Ransom diz que Merlin representa o oposto do INEC. Dentro da história, Merlin é a personificação da sabedoria da anatiga cosmologia, enquanto o INEC é o espírito materialista que está impregnado até mesmo em pessoas que se dizem religiosas. No contexto da ficção, e por que não da realidade, isso significa que a cura para o materialismo, é voltarmos o nosso olhar aos antigos, quando eles observavam o céu e não viam apenas uma bola de fogo ou uma rocha flutuante, mas viam algo carregado de simbolismo, aliás, algo para além do simbólico, algo verdadeiro, algo transcendente.



















