Acordo de manhã com um sentimento bondoso

Nos últimos dias tem caído tanta chuva e recentemente houve um dia de sol muito lindo. O céu bem claro e temperatura amena… Então caminhamos pela estradinha de sempre e eu, sempre fazendo pausas para admirar alguma planta ou inseto que por ali se encontravam.

Um dos filhotes da cachorra Camponesa resolveu nos seguir e brincar durante a jornada. Quando chegamos ao destino, me deparei com um pequeno campo de flores silvestres na cor lilás. Possuía uma leve semelhança com lavandas (meu sonho ir em um campo e/ou poder plantar algumas).

Muitos insetos estavam se deleitando nelas, abelhas, borboletas e alguns outros que não consegui identificar. Senti-me muito alegre por deslumbrar tantas cores lindas e tanta beleza reunida em um espaço tão simples.

Gostaria de ter ido lá no final da tarde para apreciar como o local ficaria com a luz do entardecer, já que o tempo nublado havia ficada para os dias passados. Não foi possível, mas tenho esperança de que algum outro dia eu possa fazer isto.

De qualquer maneira, resolvi ir do outro lado do caminho e acabei encontrando estas outras flores da mesma cor e elas ficaram tão fofas com o brilho do entardecer! Estava tão silencioso que só conseguia ouvir um grilo cantando.

Despedi-me do dia ensolarado com um lindo pôr-do-sol. Milagres que acontecem a todo momento ao nosso redor. É bom demais estar aqui e apreciar tudo que o Senhor nos deu. ♡

Obrigada pela visita. ♡

O som da quietude e coisas escondidas

O som da quietude é caminhar ouvindo seus pensamentos, de onde saem uma profunda oração. Quando caminho, olho para o chão e observo como cada passo dado para frente é um passo que também é deixado para trás. Meus olhos percorrem pela paisagem, e como se fosse uma águia, percebo coisas escondidas.

O som da quietude é também ouvir o vento na copa das árvores farfalhando folhas, deixando-as cair e, para mim, elas parecem que dançam ballet. Parece triste secar e cair por terra, no entanto, o verde é mais uma vez renovado. O amarelo, laranja e vermelho no chão deixam um vislumbre ao serem tocados por raios dourados do entardecer.

É verdade que não há nada de especial em encontrar coisas miúdas escondidas. Quando se é simples, a felicidade inevitavelmente brota como um ato banal. A felicidade é banal. É banal que todo dia o sol começa a surgir às quatro da manhã e quantas diferenças há na banalidade: já apreciei tantas alvoradas de cores quentes e tantas outras de cores frias.

É tão óbvio que cogumelos e briófitas apareçam em lugares aquosos e sombreados… Mas eu nunca antes havia visto um cogumelo tão pequeno como este.

Obrigada pela visita. ♡

Purple day

Oii! Resolvi nomear esta postagem de “purple day” que quer dizer “dia púrpuro” porque eu colhi azeitonas pretas com a minha família. As que foram tiradas do pé foram parar em nossas barriguinhas e as demais que cairam no chão foram colhidas para eu poder extrair o pigmento delas. Então eu estou bastante ansiosa para adquirir um tecido e fazer mais um tingimento natural.

Pensando aqui com meus botões, estamos na época da Quaresma e a cor usada na liturgia é o roxo! Agora eu sempre vou associar a safra da azeitona preta com esta época. Irei dizer assim “tem que esperar a quaresma para colher azeitonas pretas”. Espero que isso seja mais uma tradição em minha vida.


Chacoalharam tanto a árvore que caíram várias em mim e eu fiquei salpicada dessa cor tão bonita. Eu fiquei encantada!

Minha mão após ter tirado várias que ficaram no solo. Já que minha intenção é de fazer tinta, então tudo bem colher aquelas que ficaram estragadas. Observe a elegância da pessoa haha.

Obrigada pela visita. ♡

O primeiro arco-íris

O dia hoje amanheceu tão sereno. Os dias nublados assim me parecem, sereno como o adormecer. Mas ora ou outra um raio de sol teimava em atravessar tantas nuvens! Isso foi bom para aquecer algumas roupas que estavam no varal. Acordei feliz e me coloquei a fazer o que devo durante o dia.

Gosto quando os dias são assim também, pois posso apreciar com todo o meu coração as pequenas brechas de sol que me atingem, isso me deixa muito feliz: sentir aquele quentinho suave no meio de um dia mais ameno. Não é verdade que a luz fica mais bela no cinza?

De tardezinha caiu uma chuva tranquila e não muito demorada. Mas foi o suficiente para acontecer o milagre do arco-íris!

Li várias páginas de Os Irmãos Karamázov e houve uma cena muito bela neste romance, é a carta do Padre Zózimo, em que ele diz sobre amar tudo o que Deus fez… Foi algo que li e me deixou contente. É tão maravilhoso quando a literatura faz isso com a gente, não é?

Então observei este arco-íris como se fosse o primeiro que vi em toda a minha vida! Acho que se maravilhar consiste em admirar algo como se fosse a coisa mais incomum do mundo, mesmo que seja algo que se possa ver o tempo todo, como as nuvens ou o verde das folhas.

Obrigada pela visita. ♡

O que tenho feito

Passou mais de um mês desde a minha última postagem e confesso que estive desanimada em continuar com o blog porque minha câmera quebrou e ela conseguia suprimir todas as coisas que desejo em uma fotografia. Entretanto, penso que o mais sensato a se fazer é continuar (ou começar) com o que você já possui, mesmo que não seja do jeitinho que sonha. Eu já possuo o desejo de me maravilhar com cada coisinha que Deus criou e de sorrir ao poder observá-las. Então não há motivos para abandonar esse cantinho que pensei com tanto carinho ao fazê-lo.

Adicionei uma nova atividade a minha rotina e descobri um amor chamado “tingimento natural”. Estou costurando e tingindo naturalmente tecidos e espero em breve mostrar tudo o que tenho criado.

Fiz uma conta no Instagram para divulgar o meu trabalho relacionado a costuras, se chama Bennet Atelier por causa da família Bennet de Orgulho e Preconceito. Ele ainda está em fase de construção, estou me adaptando… Mas em princípio, tenho me inspirado na delicadeza, elegância e natureza para criar roupas e acessórios.

Eu mesma desenhei a marca e utilizei um programa de edição para escrever o nome do ateliê. Tudo está sendo muito artesanal, como disse anteriormente: comece com o que você já possui. Afaste o pensamento de que é feio, de que não vai ficar tão bom assim… Falo por experiência própria (pois sou perfeccionista) de que almejar a perfeição não é necessariamente algo ruim, o problema é que podemos querer pular tantas fases até chegar naquela tão sonhada sem nenhum esforço. O importante é aproveitar cada degrau da escada e usar nossos erros como aprendizado, pelo menos é desta maneira que tenho tantado ver as coisas, apesar de não ser fácil.

Descobri que desenho digital não é tão difícil quanto parece! Eu ganhei uma mesa digitalizadora e estou me aventurando por este mundo, já consegui fazer um desenho bonitinho de uma margarida e fiquei muito feliz com o resultado. Estou borbulhando de idéias para fazer, penso em melhorar os desenhos do Bosque (e também outros que fiz manualmente) com este material e é claro, estudar bastante com todo o material que eu conseguir achar disponível nesta internet.

Obrigada pela visita. ♡

Reencontrei palavras


Olá.

Eu não gostaria de ter ficado tão longe do meu pequeno bosque durante esse mês que passou, mas ultimamente estou tentando não me sentir perturbada com determinados assuntos, há certas coisas para as quais sou muito pequena, e tudo bem para mim estar nesta condição. Acredito que é preciso aceitar onde a sua semente foi plantada, pois o jardineiro sabe qual o tipo de solo ideal para ela germinar. Parece que as sementes ficam atordoadas, acho que deveriam confiar mais nas mãos do jardineiro.

Ao longo dos meus dias tenho lido um pouco sobre educação e a História da Igreja (aqueles vários volumes do Daniel-Rops) e tenho sentindo-me tão inspirada e feliz! O conhecimento realmente eleva o espírito humano, mas não é qualquer conhecimento: é o conhecimento que exala o perfume da beleza, bondade e verdade. Tais virtudes só encontramos plenamente em Deus. Qualquer coisa fora disso é pura aflição de espírito.

A delicadeza é necessária ao ensino, a evangelização. Esta delicadeza de se fazer pequeno entre os pequenos, assim como fez São Paulo, assim como os santos ao anunciar a Boa Nova aos povos bárbaros e os jesuítas aos nativos da América. “Toda a sua arte consiste em tocar os corações.” A propósito, eu encontrei uma fotografia de um trecho de Poliana Menina que me remeteu a este tema que anda perambulando em minha mente. Irei transcrever aqui:

“O que as criaturas desejam é encorajamento. Não se deve censurar sistematicamente os defeitos de alguém, mas apelar para as virtudes. Ao tentar afastar uma alma do mau caminho, deve-se descobrir e fortalecer o melhor da sua índole, o lado bom que ainda não aflorou. A influência que o bom caráter exerce é contagiosa e pode revolucionar uma vida inteira… Todas as criaturas irradiam o que pensam e o que trazem no coração. Se alguém se mostra submisso e serviçal… Quem procura o mal, certamente o encontrará. Mas quando se procura o bem na esperança de encontrá-lo, logo o bem aparecerá.”

Após ter reencontrado estas palavras, fui imediatamente transportada para outras belezas que li em outros livros, como a Imitação de Cristo, quando fala que toda criatura nos transmite a bondade de Deus. Trazer alguém para as verdades eternas é um serviço que enche o coração do mais puro amor. Espero poder levar isso a qualquer pessoa que se aproximar de mim, e especialmente a minha família, que são os que me são tão caros!

Flores azuis e passeios

“As palavras da Bíblia parecem ligar uma importância especial à vida dos campos e aos trabalhos agrícolas.

Também vos recomendei como exercício de saúde e de sabedoria prática, os passeios no campo, a contemplação das cenas tão variadas e tão admiráveis da natureza, aonde se encontra tudo, a paz, a ordem, e a ventura tranqüila;

e nessa ocasião não podia passar em silêncio a cultura das flores, desses deliciosos esboços dos pensamentos divinos, desses hóspedes perfumados que nos falam, com tanta graça, da virtude e dos nossos deveres, e que, mesmo no momento em que caem murchas, nos deixam uma doce e melancólica lição sobre a fragilidade da vida humana”.

A Mulher Forte, Mons. Landriot.

Frutinhos do bosque

Há um tempo atrás eu fiz a minha primeira torta, foi de mirtilo. Ela não ficou tão bem-feita, mas foi um belo começo para uma iniciante como eu. Bem, eu gosto muito de me aventurar na cozinha e fazer coisas que considero fofinhas. Esta semana eu fiz mais uma do mesmo sabor, e dessa vez em uma forma circular (há tempos estava querendo). Tudo ficou perfeito: a massa e o recheio! Eu faço esta receita X , mas eu não coloco vodka, gordura vegetal e noz-moscada.

As frutas que mais tenho vontade de colocar em uma torta são aquelas que são conhecidas como “frutos silvestres” ou “frutos do bosque”, esse último é o meu título favorito para elas. Seus nomes em inglês possuem um padrão, é o de terminar em “berry”: strawberry (morango), blackberry (amora), blueberry (mirtilo), rapsberry (framboesa).

Amoras já tive a sorte de encontrar um pé e experimentá-las. São frutas muito saborosas e docinhas! Eu li mais uma vez O Conto de Pedro Coelho (Beatrix Potter) e relembrei da suas irmãs Flopsy, Mopsy e Cotton-tail indo colher amoras, enquanto Peter ia fazer travessuras (mas ele recebe uma lição da sua mãe no final). Gosto muito da Beatrix Potter, suas ilustrações e histórias. São coisas simples que arrancam sorrisos de mim por ser tudo muito fofo e desperta ainda mais a vontade que sinto de ilustrar algum livro infantil.

Encontrei framboesa no mercado e é óbvio que eu as coloquei nas pontas dos dedos haha. Ela me lembrou do morango porque também tem um sabor agridoce e seu verdadeiro fruto fica grudando nos dentes muito mais que os do morango.

 

Até breve!

Mais que uma simples folha

Esta fotografia é para me lembrar que pretendo deixar os meus dias ainda mais significativos.

Quando eu me agachei para fotografá-la, eu pronunciei estas palavras: “que pequenininha e fofa!” Meu marido, que estava ao meu lado, deu um sorriso por causa do meu jeito de sempre estar se encantando com qualquer beleza miúda do mundo.

Deixo-a aqui porque eu gostaria de ter um passa-tempo mais especial para mim mesma, e não para os outros. Passei muito tempo pensando em coisas que acabei notando que não eram para mim, mas apenas em função de uma rede social. É difícil lidar com esta constatação. Portanto, quero me empenhar em só fotografar o que for significativo para mim. Ter conversado sobre isso com uma amiga me ajudou muito a ter uma perspectivia das minhas atitudes (não apenas em relação a uma rede social).

Deixo esta simples fotografia de uma folha no chão porque me faz lembrar do sorriso de quem eu amo.

Fragmentos

Tenho um certo apreço aos detalhes. Gosto de capturar aqueles que há em meu cotidiano com todo o meu ser, o que significa com todos os meus sentidos apreciar alguma pequenez: meu olfato com o cheirinho de café sendo moído; meu olhar com a luz de várias tonalidades no alvorecer e crepúsculo; meu tato em musgos em cascos de árvores; minha audição com o som que a linha faz ao costurar. Há tantos detalhes! Tudo isto abre meu coração, e eu fico a imaginar quão mais belo deve ser os detalhes que a alma captura, que não podem ser vistos e nem registrados. Mas são segredos guardados no coração e que o Bom Deus sabe. Como eu amo pensar nisso!

Alguns fragmentos:

– o som da linha passando pelo tecido ao costurar
– a beleza ao cortar frutas, legumes e outros alimentos
– o cheirinho ao preparar algum chá, como o de lavanda ou hortelã
– a água caindo feito chuva ao regar as plantinhas
– uma luz bonita que entra no quarto

 

morangos são tão bonitos que fiz um icon de um que fotografei

Trevinhos são muito bonitos! Colhi este do quintal, onde plantas crescem espontaneamente… Pensei em fazer aquarelas deles para colocar em algum lugar do Bosque.

Ultimamente tenho feito alguns bordados e aprendido alguns pontos. Este é o ponto margarida. Após ter treinado em um pano avulso, resolvi decorar meu vestidinho com umas flores.

Uma xícara repleta de morangos, pois são frutas (pseudofruto) que considero belas e me dão vontade de fotografá-las.

Com os morangos, fiz uma pequena torta, em uma forma para pão. Infelizmente, eu ainda não acertei a quantidade certa de cada ingrediente da massa, por isso ela ficou um tanto esfarelada. O importante é que eu gostei muito de fazê-la! Especialmente estes detalhes de plantinhas que modelei com minhas mãos (não sei se é possível perceber). Apesar dela ter ficado bem longe de estar perfeita, o sabor ficou ótimo! Minhas tardes de café terão um pedaço doce de torta para acompanhar.

São uma infinidade de coisas que acontecem nos meus dias que trazem uma pequena alegria e eu me sinto muito abençoada por poder me dar conta de tudo isto.

Até breve!